TRISTES TRÓPICOS






Podemos tornarmo-nos antropólogos após ler os clássicos do assunto. Não poderíamos dizer o quanto é preciso gostar dessa experiencias para adotá-la. Longe de nós a idéia de condenar o livro em favor da pequisa de campo. Primeiramente, porque o outro não consiste em executar o confrade, mas pedir-lhe lições. Sobretudo se este transmite sua experiencia com uma escrita aue faz de sua obra um texto. Lévi-Straus, em Tristes tropicos, com seu estilo d matizes, meias tintas, nostalgias de ser daqui, melancolias crepusculares ou rigores intelectuais, assumindo corajoslamente o relé de um desespero mal dissimulado, oferece-nos um convite à viagem que não consegue desencorajar o ódio que ele nos promete ( "Eu odeio as viagens e os viajantes" ). O livro prepara, com um exercicio espiritual ou um treino atlético.
Leiamos um livro de poeta-etnólogo,  este, ou os de Michel Leiris, um livro de espiritua-etnólogo, o de Roger Leenhardt, Do Kamo ou então os livros de um dos senhgores da Etnologia, marcel Griaule ou ainda o de um poeta arqueólogo, de um sinólogo como Victor Segalen. Deixo para o fim o melhor talvez, o livro de Paul Gauguin e Charles Morice, Noa-noa. Esses liivros fazem de cada leitor um outro homem

Jean Marie Auzias

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